rascunhos em tons de brevidade & silêncio
quarta-feira, março 19, 2008
do pouco que restara
ah, loucos!
fizeram outro mundo
quintal de cores miúdas
formigas, raízes e vento
no ventre mambembe
de quem mergulha no ar
quarta-feira, março 05, 2008
tateio reminiscências
pra disfarçar o peso
cego da minha dor
são teus cílios de sol
os frágeis precipícios
que encerram nosso adeus
(quieto
retraço-me o vôo
nos restos daquilo que sou)
terça-feira, fevereiro 19, 2008
as tardes crescem ao inverso
quando chega a tua ausência
roubando-me a solidão
sábado, fevereiro 02, 2008
medo: paredes brancas
e o silêncio das frestas
quinta-feira, janeiro 10, 2008
tristeza...
haveria outro nome?
segunda-feira, dezembro 17, 2007
no limiar do infortúnio
recortava lembranças
abandonando-as ao léu
para então gargalhar
alimentado pelo desespero
terça-feira, novembro 20, 2007
atravessando o silêncio
rua após rua
encontrava janelas fechadas
desabrigadas pela solidão
segunda-feira, novembro 05, 2007
feito de traços e sobras
de cores e vozes
debaixo dos sonhos
sobrevive um amanhã
terça-feira, outubro 16, 2007
numa tarde perto do fim
andorinhas aninham
restos de memórias
que não couberam no sol
sábado, outubro 06, 2007
soube você?
aqui esteve
e não deixou rastro
algum
domingo, setembro 23, 2007
eis: a vida
seria minha, no que passou
só que chegamos tarde, eu e os demais
depois: silêncio.
quarta-feira, setembro 12, 2007
não há sentimento que caiba
no limiar do abandono
nem ilusão que baste
às entranhas do que ficou
sexta-feira, agosto 24, 2007
sussurro costurado aos ossos
é isso, a imaginação
de quem olha àquele homem na janela, desmemoriado
e só.
segunda-feira, agosto 13, 2007
descaminharei
por outras andanças
frágil ausência
porque longe de ti
domingo, julho 29, 2007
bebemo-nos
dos erros
nus
até
os ossos.
quarta-feira, julho 11, 2007
o que resta de
nós
migalhas desses
nós
é o que somos
quando somamos
o eu ao tu
e continuamos
sós
domingo, junho 24, 2007
o som do nascente
nas cores desse adeus
é paisagem que fica
na felicidade que se esvai
segunda-feira, junho 04, 2007
sangro a madrugada
num grito oco
na pele arranhada
suma de mim.
quinta-feira, maio 24, 2007
descrevo
inúteis imagens
no esvaziamento
de mim mesmo
sábado, maio 12, 2007
arrefecia
às margens do rio
mergulhado em estrelas,
limiar da solidão
Postagens mais recentes
Postagens mais antigas
Página inicial
Assinar:
Postagens (Atom)