rascunhos em tons de brevidade & silêncio
terça-feira, fevereiro 19, 2008
as tardes crescem ao inverso
quando chega a tua ausência
roubando-me a solidão
sábado, fevereiro 02, 2008
medo: paredes brancas
e o silêncio das frestas
quinta-feira, janeiro 10, 2008
tristeza...
haveria outro nome?
segunda-feira, dezembro 17, 2007
no limiar do infortúnio
recortava lembranças
abandonando-as ao léu
para então gargalhar
alimentado pelo desespero
terça-feira, novembro 20, 2007
atravessando o silêncio
rua após rua
encontrava janelas fechadas
desabrigadas pela solidão
segunda-feira, novembro 05, 2007
feito de traços e sobras
de cores e vozes
debaixo dos sonhos
sobrevive um amanhã
terça-feira, outubro 16, 2007
numa tarde perto do fim
andorinhas aninham
restos de memórias
que não couberam no sol
sábado, outubro 06, 2007
soube você?
aqui esteve
e não deixou rastro
algum
domingo, setembro 23, 2007
eis: a vida
seria minha, no que passou
só que chegamos tarde, eu e os demais
depois: silêncio.
quarta-feira, setembro 12, 2007
não há sentimento que caiba
no limiar do abandono
nem ilusão que baste
às entranhas do que ficou
sexta-feira, agosto 24, 2007
sussurro costurado aos ossos
é isso, a imaginação
de quem olha àquele homem na janela, desmemoriado
e só.
segunda-feira, agosto 13, 2007
descaminharei
por outras andanças
frágil ausência
porque longe de ti
domingo, julho 29, 2007
bebemo-nos
dos erros
nus
até
os ossos.
quarta-feira, julho 11, 2007
o que resta de
nós
migalhas desses
nós
é o que somos
quando somamos
o eu ao tu
e continuamos
sós
domingo, junho 24, 2007
o som do nascente
nas cores desse adeus
é paisagem que fica
na felicidade que se esvai
segunda-feira, junho 04, 2007
sangro a madrugada
num grito oco
na pele arranhada
suma de mim.
quinta-feira, maio 24, 2007
descrevo
inúteis imagens
no esvaziamento
de mim mesmo
sábado, maio 12, 2007
arrefecia
às margens do rio
mergulhado em estrelas,
limiar da solidão
sexta-feira, abril 06, 2007
quando escasso
poluo palavras
pinto poesias
ao inverso
sábado, março 17, 2007
talvez seja tarde
esse azul que do céu
se desfez em teus olhos
nus.
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