terça-feira, janeiro 30, 2007

destranque aquela gaveta
retire as palavras que foram esquecidas
sobreponha-as aos teus olhos de menino descalço
mais uma pirueta e serás poesia

segunda-feira, janeiro 15, 2007

um grito
fez-se estrela
alcançando
o infinito

quinta-feira, dezembro 21, 2006

pássaro aceita o céu:
tela desnuda nas minhas retinas

sexta-feira, dezembro 08, 2006

porque meu ódio nutre
porque eu escarro a presença de ti
porque eu finjo indiferença
porque eu rendo-me pateticamente ao teu amor
e quando chega a madrugada
soprando frases baldias
tu aqui não estás
e tu aqui não voltarás





a vida desfigurada: você escolheu um caminho
(amor em rota de colisão)

quarta-feira, novembro 22, 2006

o futuro não visto
eu soube nas asas
dum anjo sem sono
ou cores para sonhar

sábado, novembro 11, 2006

azul
porque nada mais cabe
na descrença de nós
(abraçados ao medo
somos dois ecos no mesmo lugar)

sexta-feira, outubro 27, 2006

para Luzzsh
girassóis
não sonham cores
adormecem
enraizados no vento

segunda-feira, outubro 23, 2006

o cheiro da morte
faz da saudade
um lugar difícil de estar

sexta-feira, outubro 13, 2006

escrever
por linhas tortas
os acenos
desse adeus

sábado, setembro 30, 2006

setembro
secretando
amores
(quietude na pele aflorada)

segunda-feira, setembro 25, 2006

vida,
sopro
é
(insistência)
rumo ao
fim

segunda-feira, setembro 18, 2006

menino brincando
seu desenho preferido:
pássaros noturnos
e o cheiro do mar

quarta-feira, setembro 13, 2006

AMOR POR UM TRIZ

os destemperos da alma
enfim enraivecidos

sexta-feira, setembro 01, 2006

a felicidade aportou
eu estava longe de casa
a felicidade esperou
eu cheguei atrasado
a felicidade partiu
eu estava de malas vazias

(despedi-me de mim)

segunda-feira, agosto 28, 2006

deus não coube em mim
havia mais promessas que fé

deus não coube em mim
ocupar-me-ei com outras mentiras

quinta-feira, agosto 17, 2006

RASCUNHO EM DOIS TEMPOS
I
desculpe, eu disse
mas já era tarde
para saber do que foi gritado
um sentido qualquer
II
adeus, você disse
porque já era nunca
a distância corroída pelo rancor
da miséria de nós mesmos

sexta-feira, agosto 11, 2006

ando farto
desocupado de ti
(é o vazio)
que me preenche

quarta-feira, agosto 09, 2006


ocupo-me de coisas fúteis
bregueços, orações e pessoas
(a risibilidade de estar são
a temeridade de acreditar nisso tudo)

segunda-feira, agosto 07, 2006

se tudo o que tenho
são as horas contadas
livrai-me de ti
deus misericordioso

sexta-feira, agosto 04, 2006

não duvide
do meu ódio

meu amor embravecido

doído
doído...

embriagado pelo ciúme
desalinho a palma das mãos
para que não sejas
nada além

de uma página vazia

prescrita

maldita

esquecida

cuspida

(diacho de mulher
que não sai da minha vida!)

sofro de amor

e você
nem liga...